O material busca sensibilizar a população sobre a importância da conservação e da proteção das áreas naturais e os benefícios gerados pelos serviços ecossistêmicos. Pode ser acessado online e gratuitamente
Em um ano em que regiões do Sul do Brasil vêm sendo fortemente afetadas por intensas e prejudiciais chuvas que ocasionam enchentes, alagamentos e perdas de diversas ordens, e o norte do país, como a região do Amazonas, ainda sofre, com as consequências severas da seca extrema, a SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e a Prefeitura de Curitiba acabam de lançar a cartilha “Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE) – uma nova metodologia para o enfrentamento das mudanças climáticas em Curitiba”.
O material busca sensibilizar a população sobre a importância da conservação e da proteção das áreas naturais, sobre os benefícios proporcionados pelos serviços ecossistêmicos, – que são os benefícios que a natureza provê direta ou indiretamente – explicar os conceitos de “produção de natureza”, “capital natural” e as relações de todos esses termos com a qualidade de vida e o combate às mudanças climáticas.
A cartilha está disponível para acesso online, livre e gratuito de quem se interessar CLICANDO AQUI.
Ela foi viabilizada a partir de um termo de fomento entre a Prefeitura de Curitiba e a SPVS, com emenda parlamentar do vereador Dalton Borba (PDT), da Câmara de Vereadores da cidade. O trabalho foi produzido pela equipe de biólogos, consultores e técnicos em conservação da natureza da SPVS e por profissionais do departamento de Mudanças Climáticas, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba.
“A Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE) consiste no estímulo à conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos como parte de uma estratégia mais abrangente para ajudar pessoas, cidades e territórios a se adaptarem aos efeitos adversos das mudanças do clima, que são uma realidade. A utilização dessa ferramenta vem sendo vista, globalmente, como uma das principais premissas a serem adotadas pelos gestores públicos para conter crises socioeconômicas e ambientais, e utilizarmos este conceito para aplicar à cidade de Curitiba é realmente um movimento importante para a capital do estado, que deve servir de inspiração a outras cidades e agentes públicos, diz Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.
Felipe Maia Ehmke, diretor de Mudanças Climáticas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente da cidade, complementa, dizendo que a revista traz uma metodologia de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, e reúne estratégias e boas práticas em prol do fortalecimento de políticas públicas em relação aos assuntos, a exemplo do Plano de Ação Climática de Curitiba (PlanClima), trazendo informações para diferentes públicos, como sociedade civil, iniciativa privada e poder público, por exemplo, sobre ações que podem ser adotadas e estão relacionadas com esses temas.
“O PlanClima traduz o empenho de Curitiba em consolidar uma política climática, para implementar ações transformadoras e inclusivas em prol de uma cidade neutra em emissões e resiliente ao clima até 2050, de acordo com os objetivos do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, diz o diretor.
De acordo com o coordenador de Projetos da SPVS, Nicholas Kaminski, um dos autores da revista, a elaboração e o fortalecimento de políticas públicas para conservação da natureza, bem como para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, “desempenha um papel fundamental na resposta aos desafios impostos e na garantia de resultados em longo prazo nos centros urbanos”.
As mudanças climáticas são as transformações, no longo prazo, nos padrões de temperatura e clima do planeta Terra. Essas mudanças estão relacionadas a um processo natural, o chamado “efeito estufa”, que, em virtude das atividades humanas relacionadas ao uso de combustíveis fósseis, associada à degradação dos ecossistemas naturais, vem se intensificando em grande escala, atingindo todo o globo terrestre e comprometendo diretamente as condições para a vida de todas as espécies na Terra.
Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas responsável por produzir informações científicas, é possível afirmar que 90% das alterações no clima da Terra são decorrentes das ações humanas.

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