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Complexo Pequeno Príncipe conquista certificação inédita com apoio à conservação de reservas naturais da SPVS

Aquisição de cinco mil créditos de biodiversidade contribui para proteger áreas na Grande Reserva Mata Atlântica; Certificação LIFE abrange ensino superior, pesquisa em saúde e assistência hospitalarO Complexo Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR), conquistou a Certificação LIFE – Negócios & Biodiversidade, em um processo que reuniu ações próprias de conservação e a aquisição de cinco mil créditos de biodiversidade da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). 

Segundo o Instituto LIFE, é a primeira vez no mundo que a metodologia certifica atividades desses três setores: ensino superior, pesquisa científica em saúde e assistência hospitalar. 

O reconhecimento ocorreu na tarde do dia 27 de outubro, no auditório da Faculdade Pequeno Príncipe, e abrange a Faculdade, o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e o Hospital Pequeno Príncipe, avaliados individualmente no âmbito da certificação do Complexo.

Os créditos fornecidos pela SPVS têm origem nos resultados de conservação da Reserva Natural das Águas, em Antonina, no litoral do Paraná, uma das três Reservas Naturais de propriedade da SPVS. A área integra o conjunto de aproximadamente 19 mil hectares de reservas naturais mantidas pela organização no território da Grande Reserva Mata Atlântica. A aquisição foi realizada em junho de 2025, com investimento de US$ 15 mil.

“Os créditos permitem conectar a operação de uma organização a resultados concretos de conservação da biodiversidade. Para a SPVS, esse mecanismo representa uma forma de reconhecer o valor das áreas naturais e mobilizar recursos permanentes para mantê-las protegidas”, afirma Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.

Os recursos provenientes da comercialização dos créditos contribuem para atividades como proteção territorial, monitoramento da biodiversidade, manejo, pesquisa, recuperação de áreas degradadas e manutenção das estruturas das reservas. A geração dos créditos depende da conservação contínua dessas áreas e de uma gestão qualificada, com resultados mensuráveis e verificáveis.

Para José Álvaro da Silva Carneiro, diretor-corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, a conquista conecta o cuidado com a infância à responsabilidade com as condições de vida das próximas gerações. “Esta certificação inédita para um complexo em saúde representa um marco em uma trajetória ambiental iniciada neste século. Acreditamos na ciência e nas evidências crescentes de que os problemas ambientais cada vez mais influem negativamente na saúde dos vulneráveis, principalmente idosos e crianças”, afirma.


Foto: Pequeno Príncipe

Da gestão ambiental à conservação da natureza

A preparação para a Certificação LIFE começou em 2024 e levou o Complexo a integrar políticas e procedimentos ambientais de suas três unidades, respeitando as particularidades de cada uma. O processo incluiu o desenvolvimento de instrumentos para identificar impactos e dependências das atividades institucionais em relação à biodiversidade e orientar medidas de prevenção, redução de danos e conservação da natureza.

A auditoria independente, conduzida pela Neocert Certificações Florestais e Agrícolas entre 21 e 24 de setembro de 2026, registrou 19 ações de biodiversidade. A avaliação envolveu análise documental, entrevistas com profissionais e visitas técnicas às unidades do Complexo e ao Pequeno Príncipe Norte, projeto de expansão institucional. A certificação tem validade até 7 de outubro de 2031.

No Pequeno Príncipe Norte, oito dos 20 hectares do terreno correspondem a áreas verdes, incluindo bosque nativo e Área de Preservação Permanente (APP). Entre as intervenções realizadas estão a retirada de espécies exóticas, como pinus e eucalipto, e o enriquecimento biológico com espécies nativas. O projeto de conservação e manejo do bosque também recebeu certificação específica da metodologia LIFE, que reconheceu 3.922,15 créditos de biodiversidade associados à conservação de 2,53 hectares de Floresta com Araucária.

A aquisição dos créditos da SPVS complementa essas iniciativas. O cálculo considera fatores como dimensão, localização, relevância biológica e vulnerabilidade das áreas conservadas, além da contribuição para a manutenção de serviços ecossistêmicos e da qualidade das ações realizadas.

“A biodiversidade ainda aparece de maneira insuficiente nas decisões empresariais. A metodologia LIFE ajuda a organização a identificar impactos, riscos e dependências e a estruturar respostas proporcionais. A aquisição dos créditos da SPVS direciona recursos para áreas naturais com resultados comprovados de conservação”, explica Natasha Choinski, coordenadora de Projetos Ambientais da SPVS.

Foto: Pequeno Príncipe

Saúde e biodiversidade

A estratégia do Complexo reconhece a interdependência entre a saúde humana e a qualidade dos ecossistemas. Essa relação também aparece nas atividades de ensino e pesquisa: a Faculdades Pequeno Príncipe aborda questões ambientais na formação de profissionais de saúde, enquanto o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe desenvolve estudos sobre contaminantes, resistência a antibióticos e efeitos de medicamentos e agrotóxicos sobre organismos vivos.

“Quem se dedica à proteção à infância há 107 anos precisa obrigatoriamente se projetar para o futuro e agir para que os bebês, crianças e adolescentes de hoje encontrem um meio ambiente saudável em sua vida adulta”, ressalta José Álvaro.

A relação entre a SPVS e o Complexo terá caráter continuado. A necessidade de aquisição de novos créditos e os respectivos volumes serão avaliados nos próximos ciclos da certificação.

“Como instituição filantrópica, o Pequeno Príncipe quer puxar a fila e trilhar o caminho da busca de equilíbrio ambiental. Convocamos outras organizações de saúde, ensino e pesquisa, públicas e privadas, para que se sintam inspiradas e façam o mesmo”, acrescenta o diretor-corporativo.

Foto: Pequeno Príncipe

Sobre a SPVS

Fundada em 1984, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) desenvolve ações de conservação da natureza, proteção de espécies ameaçadas, restauração ecológica e incentivo a modelos de desenvolvimento baseados na valorização das áreas naturais. A organização mantém as Reservas Naturais das Águas e Guaricica, em Antonina, e Papagaio-de-cara-roxa, em Guaraqueçaba. Juntas, elas protegem aproximadamente 19 mil hectares de Mata Atlântica no território da Grande Reserva Mata Atlântica.

Sobre o Complexo Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Complexo Pequeno Príncipe reúne o Hospital Pequeno Príncipe, a Faculdades Pequeno Príncipe e o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, integrando assistência, educação e ciência em benefício de crianças e adolescentes. Centenário e filantrópico, o Hospital oferece atendimento em 47 especialidades e áreas da pediatria e destina 76% dos atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Complexo também atua na promoção dos direitos da infância e da adolescência e participa do Pacto Global da ONU desde 2019.

Sobre a Grande Reserva Mata Atlântica

A Grande Reserva Mata Atlântica é uma iniciativa que reúne diversos atores para desenvolver ações de turismo sustentável na maior área contínua de Mata Atlântica do mundo, com cerca de 3 milhões de hectares conservados entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Sob a visão compartilhada de ser reconhecida nacional e internacionalmente, promove o ecoturismo responsável, integrando patrimônio natural, cultural e histórico, e reforça o papel da conservação como base para o desenvolvimento do território. Os participantes compartilham a convicção que a preservação e a conservação da natureza são fundamentais para o equilíbrio do planeta e para as gerações futuras, e que o turismo pode ser uma atividade econômica positiva desde que realizada de forma responsável e sustentável.

 

Informações para a imprensa
Claudia Guadagnin — Assessoria de imprensa da SPVS e da Grande Reserva Mata Atlântica
claudia@spvs.org.br | (41) 99803-4948

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