Observatório Climático do Alto Iguaçu e Entre Mangues e Caranguejos destacam avanços em adaptação climática, restauração ecológica e fortalecimento territorial no Paraná
A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) participou, no dia 12 de novembro, do 1º Encontro de Projetos Socioambientais do Paraná, realizado na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.
Reunindo iniciativas apoiadas pelos programas socioambientais da Petrobras, o evento marcou o primeiro alinhamento conjunto entre projetos do estado e abriu espaço para a apresentação de resultados e estratégias de atuação territorial.
A SPVS esteve representada por duas iniciativas estruturantes: o Observatório Climático do Alto Iguaçu, único projeto voltado à conservação de florestas em parceria com a Petrobras no Paraná, que acontece no território de Curitiba e Região Metropolitana e o Entre Mangues e Caranguejos, projeto de restauração ecológica em áreas de manguezal no litoral norte do estado, inserida no território da Grande Reserva Mata Atlântica.
Durante o encontro, os coordenadores das iniciativas apresentaram metodologias, metas e entregas acumuladas no último ano, reforçando como ciência aplicada, participação comunitária e articulação institucional estão guiando as ações da SPVS em diferentes territórios. Além disso, na ocasião, foram direcionadas sinergias e intenção de atividades educativas e de comunicação na agenda de todos os Projetos do estado, para atuação em conjunta nos próximos quatro meses.
Observatório Climático do Alto Iguaçu
Conduzido pela SPVS em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o Observatório Climático do Alto Iguaçu atua em bairros vulneráveis de Curitiba e Araucária, articulando soluções baseadas na natureza, inventários de carbono, modelagens territoriais, formação de jovens líderes climáticos, de lideranças comunitárias e atores estratégicos.
O projeto, que se estende até 2028, prevê ações como levantamentos socioambientais, modelagem InVEST, restauração de áreas estratégicas, mobilização comunitária e capacitações para gestores públicos, contribuindo para políticas estruturantes de adaptação climática na Região Metropolitana de Curitiba.
O coordenador do projeto, Rafael Meirelles Sezerban, destacou o caráter inovador da iniciativa.
“Trabalhar em áreas urbanas que apresentam vulnerabilidades frente às mudanças climáticas, exige ciência aplicada e articulação institucional. O Observatório combina inventários de carbono, modelagem territorial, formação de jovens e capacitação de gestores públicos para produzir políticas ambientais mais robustas. Ao integrar dados, comunidade e poder público, criamos caminhos concretos para enfrentar a crise climática com soluções baseadas na natureza”.
Entre Mangues e Caranguejos
Apresentado pelo coordenador Rodrigo Condé, o projeto Entre Mangues e Caranguejos — apoiado pela iniciativa Floresta Viva, financiada pela Petrobras e BNDES e gerida pelo FunBio — foca na restauração de 316 hectares em bacias de contribuição que abastecem os ecossistemas de manguezal no município de Guaraqueçaba. A iniciativa também fortalece o monitoramento ambiental nas Reservas Naturais da SPVS, avança em estudos sobre créditos de biodiversidade e propõe mecanismos de repartição de benefícios para comunidades tradicionais da região.
Segundo Condé, “a restauração dos manguezais no litoral do Paraná é uma agenda urgente para a resiliência climática e a segurança costeira. Ao planejar, restaurar e monitorar 316 hectares em áreas naturais que alimentam esses ecossistemas, mostramos que conservar manguezais significa proteger comunidades, garantir serviços ecossistêmicos essenciais e promover desenvolvimento territorial com base em ciência e participação social”.
Integração, transparência e territorialidade
O encontro promovido na REPAR, permitiu que os projetos selecionados no Paraná compartilhassem metodologias, desafios e oportunidades, fortalecendo a atuação regionalizada da Petrobras.
Para a SPVS, a iniciativa reforça a importância de mecanismos de governança colaborativa no enfrentamento da crise climática e na proteção dos ecossistemas do estado — da Floresta com Araucária à planície estuarina do litoral.
A presença dos dois projetos em áreas críticas — Curitiba/Araucária e Guaraqueçaba — evidencia a amplitude territorial da atuação da SPVS e sua capacidade de integrar restauração ecológica, políticas públicas, conservação da biodiversidade e desenvolvimento comunitário de forma coordenada.
Sobre a SPVS
Fundada em 1984, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) é uma das organizações mais relevantes do Brasil na conservação da biodiversidade, com foco em ecossistemas da Mata Atlântica. Com 40 anos de atuação, destaque nacional em projetos de restauração ecológica e soluções climáticas e forte diálogo com governos, comunidades e setor privado, a SPVS desenvolve iniciativas que reconhecem a natureza como ativo estratégico para prosperidade, resiliência climática e qualidade de vida. Mais informações em www.spvs.org.br.
Escrito por Claudia Guadagnin, assessora de imprensa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). claudia@spvs.org.br / 41. 99803-4948.




