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Foto: Zig Koch ©

Condomínio da Biodiversidade

O Programa Condomínio da Biodiversidade (ConBio), desenvolvido pela SPVS e parceiros há 23 anos em Curitiba (PR) e Região Metropolitana, promove a conservação da natureza em ambientes urbanos e periurbanos. A iniciativa envolve esforços de orientação a proprietários privados em práticas de conservação e para estimular a implementação de áreas naturais protegidas que trarão resultados únicos em longo prazo. Para isso, o Programa trabalha em parceria com indivíduos e organizações públicas e privadas engajadas em práticas que garantam a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade.

Por meio de suas ações, o Programa eleva a qualidade de vida dos habitantes do município e seu entorno, contribui com o alcance de metas e acordos internacionais, reduz os efeitos das mudanças climáticas, aumenta a resiliência dos grandes centros urbanos e contribui com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O ConBio na conservação dos mananciais do Paraná

O ConBio iniciou uma nova fase com foco na conservação dos mananciais que abastecem a Grande Curitiba, a Serra do Mar e o litoral paranaense. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar*), responsável pelo fornecimento de água no estado, lidera este trabalho cujo foco será nas bacias dos rios Iraí, Piraquara I e II, Miringuava – que abastecem Curitiba e região metropolitana -, Rio do Melo, Saiguaçu, Cambará, Iporanga, Sambaqui, das Pombas e Cerquinho – que abastecem o litoral -, com atenção especial às suas regiões de entorno.​

Além de contribuir com a segurança hídrica, as ações colaboram com a mitigação dos impactos das mudanças climáticas e promovem o fortalecimento de ecossistemas naturais – responsáveis pelos serviços ecossistêmicos fundamentais para a região e para a vida de todas as pessoas, como água e ar limpos, regulação climática, entre outros.​

Ao longo de dois anos, o projeto irá:

– Capacitar mais de 300 gestores públicos em ações de conservação;
– Engajar até 50 empresas privadas na proteção da natureza;
– Estimular políticas públicas municipais em prol da conservação ambiental;
– Ampliar Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas na região;
– Fortalecer a Grande Reserva Mata Atlântica, promovendo articulação entre atores locais e ações de comunicação, e outras atividades.

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A Sanepar é o agente (estatal de economia mista) responsável pelo abastecimento de água e saneamento básico em cidades do estado do Paraná.

Foto: Reginaldo Ferreira ©

Foto: Zig Koch ©

Por que apoiar a iniciativa?

Ao apoiar o Programa, o parceiro contribui com soluções para o enfrentamento de desafios cada vez maiores das cidades, especialmente aqueles que se referem às mudanças climáticas. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que, até 2050, cerca de 77% das pessoas viverão em áreas urbanas. Este aumento populacional precisa estar alinhado a estratégias de conservação da biodiversidade, a fim de mitigar os efeitos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações, aliados à indisponibilidade de serviços ecossistêmicos.​

Os apoiadores também têm a possibilidade de incluir estes esforços em relatórios de responsabilidade socioambiental, para ações de comunicação e sensibilização e para pontuação em certificações, como a Certificação LIFE. A participação no Programa também cria um canal que aproxima as organizações do Poder Público e dos proprietários de áreas naturais, o que viabiliza resultados a longo prazo e em escala. Essas soluções representam um importante diferencial competitivo e podem ser comunicadas até mesmo em eventos internacionais, motivando outras empresas e outros tomadores de decisão.

Foto: Reginaldo Ferreira ©

Uma agenda global que demanda de ações territoriais

Para uma cidade poder avançar em sua busca pela sustentabilidade, inúmeros indicadores e metas foram estabelecidos, como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os compromissos da Agenda 2030 que contemplam um plano global de ações para promover a vida digna à população mundial. Acordado por 193 estados-membros da ONU, o documento abrange as três dimensões do desenvolvimento sustentável: social, ambiental e econômica, que devem ser postas em prática por governos, setor privado e por cada cidadão comprometido com as gerações futuras.

O ConBio propõe caminhos para o alcance de muitas das metas propostas, bem como para o cumprimento do Acordo de Paris – que determina a redução das emissões de gases de efeito estufa, sendo o Brasil um dos signatários. Ao propor a proteção de áreas naturais urbanas, o Programa e seus parceiros se tornam aliados na conservação de importantes recursos naturais e serviços ecossistêmicos, como nascentes de água, controle de temperatura e qualidade do ar, colaborando com a Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE), uma das premissas inovadoras a serem adotadas pelos gestores na tomada de decisão de investimentos para conter os avanços das mudanças climáticas e seus prejuízos socioeconômicos e ambientais.

​As prefeituras e órgãos públicos encontram no ConBio relevantes informações para o desenvolvimento de políticas públicas. Conhecendo a realidade, as necessidades e prioridades da agenda ambiental de seus municípios, os gestores públicos têm condições, por exemplo, de fortalecer mecanismos inovadores de incentivo à conservação.

​Além disso, outro benefício direto é para os proprietários de áreas naturais que encontram no Programa o apoio técnico para o manejo de suas propriedades, uma colaboração importante para que as ações desenvolvidas nestas áreas estejam dentro de parâmetros adequados. Também proporcionam espaço para que possam criar RPPNs e participar de ações de conservação em parceria com outros setores.

​Possui interesse em apoiar ou participar do Programa? Entre em contato para tirar dúvidas e fazer uma avaliação sobre como iniciar propostas de parceria.

Foto: Reginaldo Ferreira ©

Resultados da Iniciativa

A metodologia do ConBio é tida como um exemplo de sucesso na conservação da biodiversidade em ambientes urbanos a ser replicado em diferentes regiões e realidades. Por essa razão, o Programa foi apresentado durante duas edições do maior evento mundial sobre clima, a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP), em 2015, em Paris (França), e em 2017, em Bonn (Alemanha). Em 2016, o Programa também recebeu o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, na categoria “melhor exemplo de flora”, além do 2º lugar no Prêmio von Martius de Sustentabilidade.

​Esses reconhecimentos levam em consideração as mais de 1,5 mil propriedades públicas e particulares com vegetação nativa que receberam orientações sobre o manejo conservacionista e a criação de Unidades de Conservação. No âmbito educacional, o Programa envolveu ainda mais de 3.400 professores da rede pública de ensino, produziu dezenas de materiais informativos que foram distribuídos gratuitamente e a promoção de diversos cursos livres para proprietários, estudantes e interessados. Destaque para as “Diretrizes para Conservação da Biodiversidade na Região Metropolitana de Curitiba”, documento norteador de ações inovadoras a serem adotadas pelas prefeituras na gestão municipal a fim de mitigar eventos climáticos extremos.

O ConBio participou ativamente da elaboração de políticas públicas inovadoras, como o marco legal das Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal em Curitiba, o qual prevê incentivos econômicos para os proprietários de áreas de vegetação nativa; a revisão da Política Municipal de Meio Ambiente de Curitiba e seus avanços na gestão do patrimônio natural de maneira integrada com a Região Metropolitana e; a participação na elaboração do Plano de Ação Climática de Curitiba (PlanClima).​

Também fez parte da revisão de Planos Diretores de vários municípios, dando assessoria técnica em temas relacionados ao Programa. Sua atuação também está ligada diretamente na elaboração e execução dos Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) em Piraquara e São José dos Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba e da formação da Comissão ODS em Piraquara, que congrega diferentes representantes dos conselhos municipais na discussão a Agenda 2030 no território.

Foto: Reginaldo Ferreira ©

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