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SPVS participa do Um Dia no Parque com atividades que aproximam a comunidade das áreas protegidas

Instituição integrou a programação da mobilização nacional no Parque Cachoeira, em Araucária, com trilha interpretativa e ações de educação para a conservação que estimularam o contato direto com a natureza e a valorização da biodiversidade

Foto: Letícia Queiroz – SPVS

Conhecer uma área natural de perto, compreender como ela funciona e descobrir por que sua conservação é essencial para a qualidade de vida ainda é uma experiência pouco comum para grande parte da população urbana. Com o objetivo de aproximar as pessoas das áreas protegidas e fortalecer essa conexão com a natureza, a SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) participou, no último sábado (18), da programação do movimento nacional Um Dia no Parque, realizado no Parque Cachoeira, em Araucária (PR).

Ao longo do dia, a instituição recebeu visitantes em um espaço de exposição do Projeto Observatório Climático do Alto Iguaçu (OCAI), onde apresentou suas iniciativas, esclareceu dúvidas sobre os trabalhos realizados e promoveu conversas sobre a importância das Unidades de Conservação (UCs) para a proteção da biodiversidade e a qualidade de vida das cidades. A programação também contou com uma trilha interpretativa aberta ao público, conduzidas pela equipe do projeto.

A participação integrou as ações do Observatório Climático do Alto Iguaçu, projeto desenvolvido pela SPVS, em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que atua na valorização das áreas naturais como parte das estratégias de adaptação às mudanças climáticas e de fortalecimento das políticas públicas voltadas à conservação.

“O Um Dia no Parque foi uma oportunidade muito importante para aproximar a comunidade do projeto e das Unidades de Conservação. Por meio da trilha guiada, conseguimos demonstrar, na prática, processos ecológicos essenciais para a manutenção da vida, promovendo reflexões sobre a importância da conservação. Também foi possível fortalecer a conexão dos participantes com a natureza, despertando um sentimento de pertencimento em relação a esses espaços”, disse Alessandra Oliveira, integrante da equipe do projeto.

Trilha interpretativa 

A trilha interpretativa concentrou o maior engajamento da programação. Durante o percurso, os participantes conheceram características da área natural, curiosidades sobre a Floresta com Araucária, aspectos da fauna local e a importância da conservação desse ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica para a biodiversidade e para o equilíbrio ambiental.

A atividade contou com a participação de jovens da Associação da Juventude Araucariense (AJA) e despertou o interesse do público, que acompanhou atentamente as explicações, fez perguntas e interagiu ao longo de toda a caminhada.

Para a equipe da SPVS, a experiência demonstrou o potencial das atividades de educação ambiental para transformar a forma como as pessoas percebem a natureza.

“Um dos momentos que mais me marcou ocorreu durante a trilha. Em determinado momento, alguém perguntou quanto tempo a atividade ainda iria durar. Antes mesmo que a equipe respondesse, um senhor disse: ‘Eu queria que demorasse o máximo possível, porque eu não sei quando terei uma oportunidade como essa novamente’. Essa frase resume muito do que buscamos com ações como essa. Quando as pessoas têm a oportunidade de vivenciar a natureza, compreender sua importância e estabelecer uma conexão com esse ambiente, a conservação deixa de ser um conceito distante e passa a fazer parte da própria experiência”, relata Letícia de Queiroz, da equipe de comunicação da SPVS, que acompanhou a ação.

Foto: Letícia Queiroz – SPVS

Educação ambiental para fortalecer a conservação

Além das atividades em campo, o espaço da SPVS permaneceu aberto durante toda a programação, recebendo visitantes interessados em conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pela instituição e sobre o papel das unidades de conservação na proteção dos ecossistemas e na construção de cidades mais resilientes às mudanças climáticas.

Realizado anualmente em todo o país, o Um Dia no Parque busca incentivar a população a conhecer, valorizar e ocupar as unidades de conservação por meio de atividades de lazer, educação ambiental e contato direto com a natureza. 

Ao integrar essa mobilização nacional, a SPVS reforça seu compromisso de aproximar ciência, conservação e sociedade, mostrando que proteger áreas naturais também significa criar oportunidades para que mais pessoas conheçam, compreendam e se sintam parte desses territórios.

Foto: Letícia Queiroz – SPVS

 

Sobre a SPVS

Fundada em 1984, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) é uma das mais relevantes organizações conservacionistas do Brasil, com foco na conservação da Mata Atlântica. Atua com inovação, base técnica sólida e visão restaurativa do desenvolvimento, valorizando a natureza como ativo estratégico para o bem-estar humano e para a adequada gestão territorial.
www.spvs.org.br.

 

Escrito por Claudia Guadagnin, assessora de imprensa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e da Grande Reserva Mata Atlântica. 

claudia@spvs.org.br/41. 99803-4948. 

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