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SPVS
História
Começo dos anos 80. Um grupo de jovens profissionais, originado no Museu de História Natural de Curitiba, inicia a criação de uma organização não-governamental, que tem por missão incentivar pesquisas e atividades educativas ligadas à conservação do meio ambiente. Assim, em novembro de 1984, é fundada a SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental.
Em 1989, a Fundação Ashoka possibilitou dar continuidade ao mínimo de atividades necessárias para a sobrevivência da SPVS e também um fôlego para desenhar novos projetos e buscar financiamento para eles. Uma organização internacional sem fins lucrativos, a Ashoka investe em indivíduos criativos com idéias inovadoras, determinados a provocar mudanças sociais positivas para o Brasil e o mundo. Graças ao apoio da entidade, a SPVS manteve-se viva, mesmo tendo perdido vários técnicos de excelente nível, em função da falta de recursos para mantê-los.
Em 1991, a SPVS estabeleceu uma parceria de longo prazo com a ONG norte-americana The Nature Conservancy (TNC). Isso possibilitou a ampliação da capacidade de atuação da SPVS. Passou a focar as suas atividades na região de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, área inserida no maior remanescente da Floresta Atlântica Brasileira, bioma de grande interesse para a conservação no mundo.
O primeiro produto da parceria foi a construção de um Plano Integrado de Conservação para a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba. Um amplo diagnóstico da região, o Plano foi concluído em 1992 e construído de forma interdisciplinar, com o envolvimento de 14 técnicos. Ainda hoje é tido como referência para os esforços de conservação e desenvolvimento em Guaraqueçaba. A aproximação com a TNC também resultou em uma série de projetos. Graças ao conhecimento e à experiência que a SPVS adquiriu sobre a APA, conquistou novas fontes de financiamento para a efetivação de outros trabalhos.
Em 1998, a SPVS conseguiu um novo apoio de liderança social, por intermédio da Fundação Avina. O suporte que essa entidade oferece tem a finalidade de ajudar a consolidação da SPVS como ONG conservacionista no Paraná. Ao financiar um elenco de atividades institucionais, a Avina estimula o desenvolvimento da habilidade de captação de recursos por parte da SPVS, através da aproximação da organização com o setor privado. Ao colocar esse apoio em prática, a Avina tem a intenção de fortalecer a sociedade civil organizada, promover o desenvolvimento do Brasil e incentivar empresários a incluírem em sua agenda uma causa social como é a conservação da natureza.
A década de 1990, um período de intenso crescimento, chamou a SPVS para um desafio ainda maior. A mesma TNC, parceira que propiciou um grande impulso à SPVS, convidou-a em 1999 para o desenvolvimento de projetos pioneiros, que enxergavam na necessidade de combater o fenômeno do aquecimento global uma oportunidade para a conservação da natureza. Nasceram os Projetos de Seqüestro de Carbono.
Os recursos captados pela TNC com grandes empresas possibilitaram a compra de 19 mil hectares de áreas degradadas e de elevada importância biológica na APA de Guaraqueçaba. Ao longo de 40 anos, essas áreas estarão sendo restauradas e conservadas de modo a permitir o seqüestro de carbono e o combate ao aquecimento do planeta. Ainda que no seu início, essa iniciativa já rendeu à SPVS uma série de prêmios, o que posicionou a instituição como uma das ONGs mais atuantes do sul do Brasil.
O amadurecimento institucional possibilitado por duas décadas de história, porém, não significa que a SPVS não tenha mais desafios a superar. Um novo desafio teve início em 2003, no lançamento de uma campanha para tentar conservar e recuperar áreas de Florestas com Araucária, um dos mais significativos passivos ambientais paranaenses e brasileiros.
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