Sob orientação do "Greenhouse Gases Protocol" (Protocolo de Gases de Efeito Estufa), publicação do World Resources Institute sobre orientações para inventários de emissões de gases de efeito estufa, e políticas do IPCC (singla em inglês do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) sobre diferentes fontes e características de inventários de gases de efeito estufa, técnicos da SPVS estão aptos a calcular emissões de empresas e eventos.
Uma vez conhecida a quantidade de emissões, a SPVS oferece a possibilidade para compensar emissões por meio da manutenção de áreas naturais preservadas (o que tecnicamente dá-se o nome de desmatamento evitado), evitando a devolução para a atmosfera do carbono estocado na área. Com base em tendências históricas, é possível afirmar que áreas remanescentes estão ameaçadas de desmatamento devido a pressões econômicas e falta de políticas públicas para sua efetiva proteção. É isto que acontece com a Mata Atlântica brasileira (da qual é estimada em menos de 7% de áreas remanescentes em bom estado de conservação, de um bioma que cobria mais de 1,3 milhão km2 do território brasileiro).
A fim de garantir resultados da iniciativa, a duração do projeto é de 5 anos tempo durante o qual a SPVS tem o desafio de desenvolver estratégias para a proteção perpétua da área participante do projeto, procurando, juntamente com o proprietário, encontrar alternativas para este fim.
Carbono e conservação de áreas naturais
Estima-se que as áreas de Floresta com Araucária em bom estado de conservação, menos de 1% ainda existentes no Paraná, possam armazenar mais de 120 toneladas de carbono por hectare (medida equivalente para compensar as emissões de gases que contribuem para o aquecimento global). Para chegar a este cálculo, técnicos da SPVS trabalham sobre publicações e pesquisas científicas que consideram diferentes dados de carbono e biomassa em florestas tropicais.
Domínio da Mata Atlântica no Brasil. Original e situação atual